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De anime em anime, sempre tem aquele que te conquista de cara por motivos de representar ou debater questões bem delicadas para a maioria. Logo que se pensa nisso, vem em mente aquele estereótipo machista escrachado da jornada do herói, onde o protagonista é majoritariamente HOMEM, branco, que foi abandonado em algum momento da sua vida ou teve sua real história encoberta por algum personagem que lhe acompanha desde pequeno e que se redescobriu em um passe de mágica e agora tem que lutar contra vilões e mais vilões para trilhar seu verdadeiro destino.

 

Onde as mulheres entram nisso? Como par romântico hipersexualizado, secundária pistola extremamente mais forte que o protagonista, porém é ofuscada ou representada como a sem sal burra, lixo tóxico e peso humano para equipe que só sabe reclamar e gritar. Esse cenário não se repete apenas em animes, mas em filmes, quadrinhos, mangás e principalmente na vida real. 

 

Quando a protagonista é feminina, boa parte da sua atuação se resume a três pontos: Hipersexualização (High School DxD), fetiche (Darling in the Franxx) ou assuntos problemáticos (School Days). E quando surgem produções que pensam nisso e mostram de forma crua, bem dosada e realista, o hype por vezes é obscurecido pelos queridinhos da temporada ou por simplesmente receberem hate gratuito. 

 

Nesse artigo, vamos apresentar nosso Rank de 3 animes sobre tecnologia e suas influências, onde as mulheres são as donas da p**ra toda. Lembrando que esse é uma listagem de opinião. Cada um tem seu Rank e favoritismo, então nada de achar que houve desmerecimento ou afins. Não haverá spoiler ou coisas do gênero. O objetivo é instigar você, jovem otaku ou de outros nichos, a se aventurar nos subgêneros desse mundo da cultura oriental.

 

1. Começando pelo não menos polêmico: Serial Experiments Lain (1998)

 

Serial experiment Lain teve seu boom alguns anos depois do seu lançamento com o aumento de chats e fóruns específicos na internet. Quanto mais profundo o fórum era, mais fácil se achava debates e simpatizantes sobre Lain e relativos.

O anime conta a história de Lain, uma garota introvertida que entra em um site suspeito de realidade virtual a procura de um colega de classe a qual ela era próxima e que cometeu suicídio. A  história é pesada, realmente pesada, misteriosa e trás a tona vários temas difíceis de serem debatidos, por exemplo: De que forma Deus aparece para você? O que é real ou imaginação? Estamos em uma matrix? Tudo é um sonho? Somos controlados por uma força maior em uma realidade pré-definida? E por aí vai.

 

O existencialismo filosófico faz com que a produção animada, de 13 episódios, nos deixe com a pulga atrás da orelha, nos fazendo pensar sobre a nossa existência e o que realmente importa. Lain é uma personagem jovem, mas extremamente inteligente que se perde em seus demônios mais profundos e se reconstrói em uma realidade não palpável. Para ela, o virtual é mais real e proveitoso do que o mundo físico. Quanto mais ela se aprofunda nessas questões, mais ela perde a essência natural e biológica.

 

Para um anime antigo, a estética e a forma de abordagem do enredo é bastante intrigante e convidativa. Quanto mais se tem, mais se quer. E não simplesmente por estar preso aquilo, mas por querer entender.

 

Para muitos, realidade virtual é um tema que explodiu recentemente, mas Lain e vários outros produtos (Blade runner, Admirável Mundo Novo, Neuromancer e etc) estão aí para provar que não. A diferença é que naquela época ainda era “impossível” alcançar tais meios com a tecnologia existente, atualmente não. Com a criação dos óculos Rift, Lain é mais real do que foi possível imaginar.

 

#Dica inspirAda:  Serial Experiment Lain é um tipo de anime que você precisa assistir, independente do seu gênero favorito. Mas, só assista quando estiver pronto para abraçar os seus questionamentos sobre nossa existência. É um anime curioso, com uma temática interessante e com uma personagem principal extremamente intrigante e familiar. Você se identifica e acolhe da forma mais íntima possível.

E mais: Existe um fansite, estilo deepweb, que vocês podem acessar aqui: https://fauux.neocities.org/

Se clicarem na Lain “sorridente”, o site te redireciona a uma página cheia de easter eggs bastante assustadores.

 


2. Segunda no rank: Ghost in the Shell

 

Antigo, mas necessário. Com uma polêmica ainda recente do embranquecimento da personagem principal adaptada para o cinema, Ghost in the Shell, anime lançado em 1995, inicialmente criado como mangá, trouxe a história da Major Motoko. Uma ciborgue que vive em um japão cyberpunk do ano de 2029 (não está muito longe, não é mesmo) e que é uma agente de um esquadrão secreto denominado como Shell, que investiga crimes cibernéticos. 

 

Nesse japão, as pessoas podem transferir suas vidas para novos corpos, através de chips de memória chamados de cyber-cérebros. Motoko é uma personagem bem desenvolvida (pelo menos no mangá, anime e nos filmes), que como Lain, precisa entender sua existência primeiro para poder dar continuidade na sua jornada. 

 

Ela está sempre se perguntando se o que ela acredita é o certo ou o necessário. Se sua criação tem um motivo escondido. Sua personalidade forte contrasta diretamente com seus objetivos ao decorrer e desenvolver da trama. Seu relacionamento com Batou (personagem secundário) é puramente animoso, o que ajuda a produção a não focar em um elo romântico, mas sim fraternal e de respeito.

 

Cyberpunk é um dos temas mais comuns a serem abordados no gênero Sci-fi e como seu nascimento é em um japão distópico movido por tecnologia, reconstrução econômica e crimes não resolvidos, Ghost in the Shell, só fica atrás de Akira, nas produções de anime vanguardistas que se consolidaram através desse tema.

 

O enredo aposta nas três leis da Inteligência Artificial (IA) criadas lá atrás por Isaac Azimov, na interação homem e máquina, na capacidade do cerne do ser humano de discernir o real e o implantado, no convívio e absorção que o humano tem com os avanços tecnológicos e que tipos de impactos isso traz nas nossas vidas.

 

Na adaptação hollywoodiana de 2015, com o embranquecimento de Motoko protagonizado por Scarlet Johansson (Viuvá Negra), Ghost in the Shell teve seu reavivamento na mídia de uma forma um pouco negativa. É de praxe encararmos protagonistas asiáticas sendo interpretadas por artistas consolidadas brancas, no entanto o real problema não foi apenas terem usando uma branca, mas sim, COMO a usaram. Motoko além de perder sua etnia, perdeu sua essência. Mal focam no desenrolar científico e como tudo funciona.


#DicaInspirAda: Leiam o mangá, assistam aos animes e filmes do anime. O live vai lhe deixar irritado pelo simples fato de não desenvolverem da forma correta uma personagem de tão grande peso como Motoko.

 

3. Terceira rankiada: Alita, anjo de combate

 

Do original Gunnm, Alita é mais uma obra saudosista, pouco evidenciada, que foi recentemente adaptada para os cinemas e onde ganhou certo reconhecimento. Adaptada em anime apenas uma vez, Alita conta a história de uma ciborgue adolescente achada em um lixão de um mundo distópico (alô, cyberpunk novamente!) que não se lembra do seu passado. O seu salvador, o Doutor Dyson, percebe que ela, mesmo sem memórias, possui um certo talento para artes marciais e por isso ela começa a trabalhar como caçadora de recompensas enquanto tenta descobrir mais sobre seu passado e o que realmente ela é.

 

Percebem a semelhança? Isso é normal. Basicamente todos os enredos que possuem uma base cyberpunk usam do artifício de trabalhar em cima de questionamentos como: quem sou eu, quem eu quero ser e por quem eu devo lutar e acreditar.

 

Alita — interpretada por Rosa Salazar — é uma personagem sólida que tem um envolvimento amoroso. Mas, não precisa necessariamente dele para ter visibilidade. Pelo contrário, ele que precisa estar em constante evidência com ela para ser lembrado. O romance não é desnecessário num todo, mas ela não precisa de ninguém para ser a protagonista. É apenas ela e sua construção. 

 

Diferente das obras anteriores, o live action foi bem melhor adaptado que o anime e mais articulado que a obra original. O CG dessa vez foi bem trabalhado, sendo um ponto positivo usado na adaptação.

 

Alita vai além de um rostinho bonito que sabe lutar mais do que bem. Ela é uma arma e não entende o seu real potencial enquanto não se entender verdadeiramente.

 

Dentro de um mundo altamente modificado, dominado por gangues, economia baseada em lutas e sociedades secretas, Gunnm, é uma obra delicada. Não no sentido de fragilidade, mas cuidado em apresentar transformações sociais que já vem acontecendo por causa da tecnologia inserida 24h na vida de cada habitante do planeta.

 

#DicaInspirAda:  Vale a pena ler o mangá e assistir o filme. Ele tem seus altos e baixos, mas no geral apresenta bem a Alita para o mundo. É um filme Sci-fi com bastantes cenas de ação alternadas, dialoga bem com a discussão do ser e sobre não sermos guiados pelos avanços da humanidade e sim por erros da soberba e individualismo.



Raira Izabel Oliveira

Ilustradora e criadora da personagem Ctrl Anne no InspirAda na Computação. Publicitária e graduanda em Artes visuais na UFRPE, Desenvolvedora Front-end, Designer e Ilustradora. Traça de livros e amante da cultura Geek.

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Olá! Meu nome é Shirleide, estudo TI desde meus 9 anos, até a data de hoje aos 24. Desde então, já passei por quase todas as partes de Tecnologia da Informação(TI):  Manutenção, suporte, redes, atendimento ao usuário.  E já fui professora de lógica de programação, atualmente me encontrei na área de desenvolvimento, atuei com linguagens de back-end, passei por dados (ETL/ELT) e por fim front-end, <3 minha atual paixão.

Minha paixão por TI, veio cedo e desde então busquei todos os meios para continuar nessa área desde 2005, quando vi um computador pela primeira vez, no colégio, as aulas de informática foram minhas prediletas, na época era ir para o laboratório, pintar os quadrinhos da Turma da Mônica no computador, era computadores um pouco antigo, estilo tubo (CRT), e na minha mente de criança: "Que incrível, eu não vou mais sujar a parede de casa, posso pintar no computador". Ao chegar em casa, no mesmo dia, animada falei aos meus pais que iria trabalhar com computador, e eles vendo meu entusiasmo conseguiram comprar um para mim e parcelaram em 24x no carnê, para eu poder fazer cursos e me incentivaram a seguir meu sonho.

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Technology is the new freedom

Existe uma fala muito pertinente nas comunidades de tecnologia que é Pessoas são maiores que tecnologia (pessoas > tecnologia), mas sabemos bem que quando se trata de pessoas existe uma diversidade que pode ser categorizada por gênero, sexualidade, raça, etc e dentro dessas ainda mais outras. Para esse artigo, apresentarei de maneira geral o problema e depois entrarei no recorte de gênero e a diversidade intrínseca nessa categoria, finalizando em como a tecnologia pode ser um instrumento de mudança. O problema que vamos tratar aqui é a relação que existe entre o encarceramento em massa e a tecnologia. O que uma coisa tem a ver com a outra e como a tecnologia pode ajudar a resolver pontos dentro desse mundo totalmente desumanizado.

Porque falar disso?

Temos uma grande população (cerca de 800 mil, 335 a cada 100 mil) de pessoas no sistema penitenciário, que engloba os regimes fechado, semiaberto e aberto em abrigos para cumprimento de pena. Destes, 61,7% são negros e dos que estão em regime fechado mais de 40% ainda não foram julgados. Se continuar nesse ritmo, a quantidade de presos pode chegar a 1,5 milhão em 2025. Estima-se que no ano 2075, para cada grupo de 10 pessoas, 1 estará em algum desses regimes. Desse número total de encarcerados, 42 mil são mulheres e 68% delas são negras, 75% tem até o ensino fundamental completo, um indicador de baixa renda e de localidade.

O que levou a isso?

Falando a partir da perspectiva de cor (que é a maioria nos números), tudo inicia a partir de 1824 (64 anos antes da falsa abolição) quando foi instituído leis onde a escola era direito de todos os cidadãos, mas cidadãos eram apenas os portugueses, seus filhos e os libertos. Os libertos eram quem tinha rendimentos, posses e um total

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O blog InspirAda na Computação lança neste mês de abril (06/04) seu clube de leitura em meio a pandemia do coronavírus. O projeto busca contribuir na formação intelectual e social de estudantes e profissionais de tecnologia, computação e envolver outros de áreas como ciências humanas e comunicação. 

 

O livro “Comunidades, Algoritmos e Ativismos: olhares afrodiaspóricos” busca combater uma lacuna na academia brasileira: reflexões sobre a relação entre raça, racismo, negritude e branquitude com as tecnologias digitais como algoritmos, mídias sociais e comunidades online.

Organizado por Tarcízio Silva e publicado pela editora LiteraRUA, a obra reúne 14 capítulos de pesquisadoras e pesquisadores provenientes do Brasil e países da Afrodiáspora e África, como Congo, Etiópia, Gana, Nigéria, Colômbia, Estados Unidos e Reino Unido. O capítulo de abertura é de Ruha Benjamin, ativista e professora da Universidade de Princeton,

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Não é eufemismo dizer que esse foi o melhor fechamento de um ciclo que a sétima arte mainstream presenciou até o dado momento. 

Não é discurso de fã, não é exagero. É o verídico e justo.

Com onze anos de construção, a conclusão dessa fase que garantiu risadas, suspiros, lágrimas e perdas em Vingadores Ultimato. A estréia desta quinta-feira (25/04) é um filme digno de  aplausos, tanto para toda a equipe técnica quanto ao nosso saudoso excelsior  Stan Lee e por todo vínculo criado entre expectador e criador.

Visibilidade, comédia, cenas de tirar o fôlego, arrepios e muito choro só foram uma parte das sensações que o último filme da primeira fase da MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) nos deixou.

Dividido em três atos perfeitos, vemos durante o longa de três horas um desdobramento que responde e encaixa cada lacuna deixada em aberto em Guerra Infinita, como um quebra-cabeça muito bem desenvolvido e funcional. 

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