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[Sem spoiler] Análise: Vingadores Ultimato

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Não é eufemismo dizer que esse foi o melhor fechamento de um ciclo que a sétima arte mainstream presenciou até o dado momento. 

Não é discurso de fã, não é exagero. É o verídico e justo.

Com onze anos de construção, a conclusão dessa fase que garantiu risadas, suspiros, lágrimas e perdas em Vingadores Ultimato. A estréia desta quinta-feira (25/04) é um filme digno de  aplausos, tanto para toda a equipe técnica quanto ao nosso saudoso excelsior  Stan Lee e por todo vínculo criado entre expectador e criador.

Visibilidade, comédia, cenas de tirar o fôlego, arrepios e muito choro só foram uma parte das sensações que o último filme da primeira fase da MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) nos deixou.

Dividido em três atos perfeitos, vemos durante o longa de três horas um desdobramento que responde e encaixa cada lacuna deixada em aberto em Guerra Infinita, como um quebra-cabeça muito bem desenvolvido e funcional. 

“Mas InspirAda, o que dentre tudo do filme chamou mais atenção?” As mulheres. 

MEU. DEUS. Simplesmente empoderadas, destacadas, bem desenvolvidas, independentes, sem se tornar uma muleta desnecessária para um super herói apelão. Isso as tornou um ponto chave para que a trama concluísse de forma digna.

Menções honrosas à Viúva Negra, Nebulosa, Capitã Marvel e Pepper Potts. Todas as mulheres tiveram uma participação substancial. Não foi nem menos e nem mais. A empolgação de ver o quanto elas brilharam era sentido pela sala em peso. 

A cada cena ouvia-se um grito de “É isso ai garota” ou “Melhor que muito homem”, o que fazia com que a criança interior, que leu e acompanhou os quadrinhos se tornando uma grandiosidade no cinema, ficasse emocionada. A Marvel abraçou cada uma das mulheres que sonharam em um dia ter um ícone que não fosse homem, branco e heteronormativo como pedestal de símbolo de orgulho.

Sobre os homens: Capitão América continua sendo o cavalheiro de 110 anos que a Hydra tanto teme. Líder compreensivo, “cola” dos Vingadores e o pequeno homem mais digno do universo. Já seu velho e bom amigo Tony Stark mostrou que “realmente tem um coração”. Ele foi mais do que o propriamente dito Tony Stark. Ele foi o humano que uniu e tornou os Vingadores possível. Três mil vezes melhor que o Iron Man de 2008.

Hulk teve sua visibilidade restaurada, já que em Guerra Infinita sua persona de “alívio cômico” deixou 80% dos fãs inconformados. Thor batalhou consigo mesmo em uma jornada de luto, descrença, aceitação de consequências e em algumas cenas conseguiu provocar muitas risadas, apesar dos pesares.

Cada um desempenhou seu papel da melhor forma que eles poderiam atuar. Tanto a formação original dos Vingadores quanto "os novatos", deixaram sua marca e despertaram uma expectativa sobre o início do novo ciclo da Marvel.

Vingadores Ultimato não é sobre ser nerd ou hype, bilheteria ou marketing, mas sim uma mistura homogênea de tudo que há de bom e ruim. Família, amizade, laços, perdas e novos começos.

Ultimato é o fim e começo de uma nova era.



Raira Izabel Oliveira

Ilustradora e criadora da personagem Ctrl Anne no InspirAda na Computação. Publicitária e graduanda em Artes visuais na UFRPE, Desenvolvedora Front-end, Designer e Ilustradora. Traça de livros e amante da cultura Geek.

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